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27 de março de 2011

Cisne negro (2010)


Balé não é algo que agrade muito a maioria dos homens. Aqueles poucos que assistem, vão apenas para acompanhar a namorada. Eu estava incluído nesse meio, pois fui ao cinema com a minha, mas particularmente amo a arte em geral. Billy Elliot, por exemplo, é um filme sobre balé que é muito bom. Enfim, talvez os solteiros se interessem pelo filme pelas cenas eróticas com a Natalie Portman.

Cisne Negro foi indicado ao Oscar por melhor filme, diretor, montagem e fotografia. Natalie venceu o Oscar de melhor atriz.

Natalie com certeza está ótima nas interpretações. Na cena em que ela descobre que foi escolhida para fazer a rainha na peça, onde ela corre até o banheiro e liga pra avisar a mãe, ela faz uma grande interpretação. E principalmente na cena final, maravilhosa. Nas cenas de balé com certeza ela ensaiou bastante a dança, porém ela também foi dublada em algumas, pela bailarina Sarah Lane. Mas mesmo assim foi um merecido Oscar.

Darren Aronofsky conduz muito bem o filme. Assim como em seu excelente Réquiem para um sonho, Cisne negro não poderia ficar sem pelo menos uma cena de delírios com drogas. E isso o diretor faz com maestria. Ele também apela para cenas sensuais de Natalie e até de lesbianismo, mas tudo sempre dentro do contexto do filme, pois se trata de uma personagem esquizofrênica. Outro detalhe do filme é que tem certas cenas que da até arrepios, ele se transforma num suspense aterrorizante, com direito até aos efeitos especiais.

O filme é embalado obviamente pela linda música de Tchaikovsky. Inclusive a cena inicial é igual ao balé original, para quem já assistiu. Eu apenas assisti no youtube (risos).

A montagem do filme é linear, nada surpreendente. Talvez seja um dos motivos para não ter ganhado o Oscar.

A fotografia, muito boa nos vários planos longos, inclusive nas cenas em que Natalie faz os movimentos de balé, porém também assim como a montagem, tenha sido superada pelo vencedor do Oscar. Mesmo assim nas cenas de dança, a câmera faz com que dancemos juntos no salão.

Resumindo, Cisne negro não fica entre meus prediletos. Em relação à música prefiro mais Beethoven. O diretor também não é um dos meus preferidos. Os filmes da Natalie eu gosto muito, como o Closer e O Profissional. Mas com certeza vai agradar os fãs do gênero da música, pois mostra os bastidores e a dura disciplina que as dançarinas são postas.

Assista com o (a) namorado (a). Será um bom entretenimento.


127 Horas (2010)


Imagine um filme de 127 horas focado apenas num montanhista preso numa pedra. Mesmo com 94 minutos, que é o tempo de 127 horas, seria um tédio total. Mas nas mãos de Danny Boyle, diretor do excelente Trainspotting, ele consegue nos dar um filme fantástico, do qual foi indicado ao Oscar.

James Franco é quem faz Aron Ralston, o tal montanhista. Ganhador do Oscar, que sem dúvida, é uma ótima interpretação. Nesses tipos de filmes em que o ator é submetido a ficar num lugar isolado e sem outros atores para contracenar com ele, a interpretação é o que mais conta e James Franco faz isso perfeitamente.

O roteiro, que é baseado numa historia real, foi indicado ao Oscar e foi escrito com a ajuda do diretor. Vemos todo o drama do personagem tentando se soltar da pedra. É um drama bem tenso.

A montagem, indicada ao Oscar, nos mostra em flashes, assim como em Trainspotting, os delírios do personagem, por ficar muito tempo isolado das pessoas. Vemos também, através da montagem, a infância de Aron. Montagem bem feita, porém perdeu para o filme do criador do facebook, que foi mais merecido.

A fotografia, apesar de não ter sido indicada ao Oscar, mas merecia, pois além de mostrar belíssimas imagens dos montanhosos grand canyons de Utah, também vemos diversos closes do sofrimento de Aron para se soltar da pedra. Em minha opinião valeria mais uma indicação ao Oscar de fotografia esse filme do que Cisne negro, não desmerecendo o filme da Natalie, que é ótimo.

A trilha sonora, que faz toda a diferença nesse filme, onde nos deixaria no tédio se não fosse por ela. É alternada por músicas calmas e outras mais aceleradas. Pessoalmente gostei muito da trilha.

A música If i rise, da Dido foi indicada ao Oscar de melhor canção. Uma música lenta que é tocada como que para acalmar as dores de Aron.

Finalizando, o filme não tem aquela ação de filmes de esportes radicais, mas com certeza vale muito pela interpretação, trilha, fotografia e ainda nos deixa torcendo para que o personagem saia de sua enrascada.



A rede social (2010)


Você já tem um facebook? Provavelmente sim, pois é o site de relacionamentos que mais cresce no mundo. Mark Zuckerberg é o bilionário mais jovem do mundo, criador do facebook homenageado nessa cinebiografia.

Como podemos ver no filme, indicado ao Oscar, Mark é um jovem mimado e rebelde, mas com uma imensa determinação que passava horas em seu blog, mesmo em festas onde todos se divertiam enquanto ele não tirava os olhos da tela. Estudante de Harvard, ele sempre esteve além de seus companheiros.

Jesse Eisenberg foi quem interpretou Mark. Ganhou apenas uma indicação ao Oscar, mas consegue nos passar a imagem de um verdadeiro nerd. Inclusive é muito parecido com um amigo meu, Marcos Simaika, o nome dele, até no nome eles são parecidos. Ótimo.

David Fincher também não levou a estatueta, mas nos mostra um filme agradável, com linguagens para quem entende de programação de computador, mas sem ser complexo ao mesmo tempo. Seu currículo como diretor, como Seven, O quarto do pânico e Clube da luta, nos fazem confiar nele e ele não nos desaponta.

O roteiro é baseado no livro de Ben Mezrich, do qual foi o vencedor do Oscar. Confesso que não li o livro, portanto não posso opinar sobre a qualidade da adaptação, mas a Academia não daria o prêmio, caso fosse decepcionante. Quem sabe um dia eu leia o livro e volte aqui a dar minha opinião sobre o tema.

A montagem foi outra campeã do Oscar. No estilo de videoclipes, para agradar jovens, que são a maioria entre os internautas, mas mesmo assim sem tirar a qualidade das interpretações. Além também de mostrar alternadamente numa parte a história de Mark quando ele foi processado pelos sócios e na outra parte sua construção do facebook. Montagem muito bem feita.

A fotografia é básica e nada extraordinária, talvez o motivo de ter sido apenas indicada ao Oscar. Claro que também não é desagradável.

A trilha sonora, ganhadora do Oscar, possui bandas como White Stripes, da qual faz parte da época da história do filme. Particularmente não faz parte do meu gosto, mas não deixa de ter suas qualidades.

A mixagem do som teve também uma indicação ao Oscar. Detalhes técnicos que geralmente os vencedores são filmes de ficção, como nesse caso também, pois A Origem quem foi o ganhador.

Enfim, um filme atual, bem feito e que não decepciona mesmo aqueles que não são muitos fãs de internet, pois o filme não é apenas sobre isso, fala também de amor, que na verdade era o maior objetivo de Mark.


28 de abril de 2009

Marat/Sade (1967)


Diretor: Peter Brook

Patrick Magee ... Marquês de Sade

Comentário:

Jean-Paul Marat foi, além de tudo, um revolucionário suíço, falecido em 1793.

O filme Marat/Sade, baseado na obra teatral de Peter Weiss, mostra o grande Marquês de Sade, quinze anos após a morte de Marat, preso no hospício de Charenton, exibindo uma peça de teatro sobre a vida de Marat há alguns representantes das autoridades francesas.

O filme não possui as bizarrices sádicas, comuns das obras do Marquês, mas mantém as loucuras de um hospício.

É todo rodado em apenas um ambiente, pois é explicitamente teatral. Os atores são excelentes, assim como os textos brilhantes. Há também belas cenas musicais.
Apesar de mostrar mais a vida de Marat, o filme não deixa de mostrar as idéias filosóficas do divino Marquês.

O filme não fica datado, pois serve como um grito revolucionário para os governantes de nosso tempo. É interessante como, quando os textos da peça começam a ficar mais críticos para o lado dos governantes, as autoridades presentes pausam a peça para censurar tais textos. É a força da censura naquela época, assim como hoje em dia. Além disso, Sade se utiliza da desculpa de que tais críticas são relativas há quinze anos à data em que estão, e por isso são antigas. Mero artifício para burlar a censura.

Excelente obra para espíritos revolucionários.

País: UK

Idioma: Inglês

Também Conhecido Como (TCC):

Die Verfolgung und Ermordung Jean-Paul Marats dargestellt durch die Schauspielgruppe des Hospizes zu Charenton unter der Anleitung des Herrn de Sade - Alemanha
Jean-Paul Marat üldöztetése és meggyilkolása, ahogy a charentoni elmegyógyintézet színjátszói elöadják De Sade úr betanításában - Hungria
Jean-Paul Marat'n vaino ja murha Charentonin sairaalan näyttelijäryhmän esittämänä ja herra de Saden ohjaamana - Finlândia
Marat/Sade - Argentina
Mordet på Marat - Suécia
The Persecution and Assassination of Jean-Paul Marat as Performed by the Inmates of the Asylum at Charenton Under the Direction of the Marquis de Sade - UK (título completo)

Nota: 8/10

Baile de Outono (2007)


Título Original: Sügisball

Diretor: Veiko Õunpuu

Comentário:

O filme já começa bem, mostrando uma frase de nosso poeta Fernando Pessoa.

Todo o enredo é um complexo entrelaçamento de personagens, baseado no livro de Mati Unt.

Mati é um escritor, separado da mulher Laura, provavelmente devido ao uso excessivo de bebidas alcoólicas, por parte dele. Laura vive sozinha com sua pequena filha chamada Lotta. Augusti Kaski é um barbeiro solitário que tenta se aproximar de Lotta, lhe oferecendo doces e brinquedos. Maurer é um arquiteto convencido, que menospreza sua namorada e vive cheio de problemas. Theo é um discreto conquistador de mulheres, que trabalha de recepcionista de um luxuoso hotel, onde é freqüentado por Maurer e Mati.

O filme foi ganhador de seis prêmios e teve três indicações em festivais europeus de cinema.

O interessante do filme é que a pessoa mais lúcida da estória é o Mati, que vive bêbado. Mas como o próprio personagem diz, o filme é sobre pessoas que buscam a felicidade, assim como todos nós.

País: Estônia

Idioma: Estoniano

Também Conhecido Como (TCC):

Autumn Ball - Estônia (título literal inglês)
Ballo d'autunno - Itália (título de festival)
Fthinoporinos kyklos - Grécia (título de festival)
Syystanssi - Finlândia (título de festival)

Nota: 8/10

Os 27 Beijos Perdidos (2000)



Diretora: Nana Dzhordzhadze

Nutsa Kukhianidze ... Sibylla

Sibylla é uma garota de catorze anos, sapeca, culta e muito esperta, que tem uma avó doente, pais separados, voz grave e assim, pega um ônibus e vai parar numa cidadezinha do interior, cuja população hipócrita, fica horrorizada com as atitudes polêmicas da menina.

Logo que ela chega à cidade, já fica encantada por Alexander, de quarenta e um anos. Assim como o filho de Alexander, de mesma idade de Sibylla, também se apaixona por ela.

Este é o primeiro longa-metragem da atriz Nutsa Kukhianidze, que faz Sibylla e ela mostra que tem muita competência.

O filme é bem lírico e poético, por vezes engraçado. Teve duas indicações e quatro vitórias em festivais europeus e mostra as conseqüências de um ciúme doentio.

É um filme bem agradável e descontraído.

País: Alemanha/ Geórgia/ UK/ França

Idioma: Georgiano/ Russo/ Francês/ Inglês

Também Conhecido Como (TCC):

27 besos perdidos - Argentina (título do festival) / Colômbia
27 baci perduti - Itália
27 besos robados - Espanha
27 dakarguli kotsna - Georgia
27 klemmena filia - Grécia
27 varastettua suudelmaa - Finlândia
L'été de mes 27 baisers - França
Lato albo 27 straconych pocalunków - Polônia
Summer - Internacional (título inglês)

10 de abril de 2009

Para sempre Lilya (2002)


Diretor: Lukas Moodysson
Oksana Akinshina ... Lilja
Artyom Bogucharsky ... Volodya
Filme sueco, baseado em fatos reais, dividido em duas partes, sendo na primeira mostrando a dura vida de Lilya, uma garota de dezesseis anos vivendo na antiga União Soviética, numa situação muito pobre. Sua mãe com o namorado decide ir para os Estados Unidos e abandonam Lilya, deixando-a com a tia que a maltrata e a faz viver num minúsculo apartamento. Ela fuma, usa drogas, perde a amiga que lhe trai a confiança. Seu único amigo é um garotinho chamado Volodya. Com a situação piorando cada vez mais, Lilya decide se prostituir, conhecendo um rapaz que lhe promete uma vida boa na Suécia. Mas Volodya lhe diz que é mentira do rapaz, como se fosse um anjo da guarda querendo proteger Lilya. Assim como o quadro de anjos da guarda que Lilya leva para sua viajem, não dando ouvido ao seu amigo. Fim da primeira parte. A segunda parte é todo um drama de Lilya vivendo de prostituição forçada.
Indicado e ganhador de vários prêmios, “Para sempre Lylia” é um filme, recheado de músicas eletrônicas, inclusive da dupla T.A.T.U. em que a jovem do filme acaba passando por vários problemas, simplesmente porque não teve amparo dos pais, largada no mundo. Os pais, por sua vez, covardes, fogem da pobreza, largando a filha. É um drama amargo, onde quem se prejudica são crianças inocentes, sem um futuro bom. Infelizmente realidade em muitas famílias.
Também Conhecido Como (TCC):
Lilja 4-ever - Finlândia/Polônia
Lilya 4-ever - França / Internacional (Título inglês)
Daima lilya - Turquia (Título turco)
Lilja 4ever - Suécia (Ortografia alternativa)
Lilja gia panta - Grécia
Lilya Forever - Espanha
Lilya Para Sempre - Portugal
País: Suécia/ Dinamarca
Idioma: Russo/Sueco/Inglês
Nota: 8/10.


6 de abril de 2009

Movimento em falso (1975)



Diretor: Wim Wenders

Rüdiger Vogler ... Wilhelm Hans
Christian Blech ... Laertes
Hanna Schygulla ... Therese Farner
Nastassja Kinski ... Mignon (como Nastassja Nakszynski)
Peter Kern ... Bernhard Landau

Toda a estória do filme se inicia num trem. Wilhelm (Rüdiger Vogler) quer ser escritor, apesar de achar que não tem competência. Laertes (Hans Christian Blech) é cantor e toca gaitas, onde ganha sua vida tocando nas ruas junto com Mignon (Nastassja Kinski aqui no filme com o nome de (Nastassja Nakszynski), uma garota de dezesseis anos, que faz cambalhotas e malabarismos e acabam conhecendo Wilhelm no trem. Therese Farner (Hanna Schygulla) é uma artista que, junto com Wilhelm, acabam se enamorando, cada um deles em um trem diferente. Bernhard Landau (Peter Kern) é um poeta desesperançado que conhece Wilhelm num almoço no trem.
Um filme introvertido, sério, que fala sobre solidão, onde cinco personagens se encontram, passando por bons momentos, como Mignon e Therese assoviando “Ode à alegria” de Beethoven, ou Wilhelm e Bernhard conversando sobre poesia, mas vão se separando aos poucos.
Nastassja Kinski, aqui em seu primeiro papel, não diz uma só palavra no filme, porém mostra todo seu talento.
Dirigido com a extrema competência de Wim Wenders, “Movimento em falso” se baseia no livro “Os anos de aprendizado de Wilhelm Meister” de Goethe. O filme tem uma beleza plástica fenomenal, utilizando de belíssimos planos seqüência.
Um Road movie filosófico, fazendo parte de uma trilogia junto com Alice nas Cidades (1973) e No Decorrer do Tempo (1976), é de poucas palavras, mas muito profundo.

Também conhecido como (TCC):

Falso movimiento Colombia / Spain
False Movement (undefined)
Falso movimento Italy
Faux mouvement France
Lathos kinisi Greece
Movimento Falso Brazil
Movimento em Falso Portugal
Téves mozdulat Hungary
The Wrong Move UK
The Wrong Movement USA (video title)
Wrong Move Finland (DVD title)

País: Alemanha

Idioma: Alemão

Palavras chave:

Filme de estrada
Baseado em livro

Nota: 8/10

1 de abril de 2009

La lucha con la pantera (1975)


Rocío Brambila ... Patricia

Marissa Makendosky ... Mercedes (as Marissa)

Mildred Hernández ... Ana
Ana (Mildred Hernández) escreve poesias de amor a seu professor de literatura e tem tendências suicidas, lembrando até o filme “As virgens suicidas”. Mercedes (Marissa Makendosky) tem uma queda pelo irmão mais velho. Patrícia (Rocío Brambila) sonha em ser seduzida por vários homens, assim como a personagem das telenovelas que ela lê.
O filme possui grandes planos seqüências, possibilitando um maior desempenho das ótimas jovens atrizes. Estará sempre atual, pois em qualquer época as jovens da idade das meninas do filme sempre passarão por situações semelhantes.
O caso de Ana com seu professor e o que aconteceu com ela poderia, por muitas pessoas, ser dito que a culpa foi dele, mas percebe-se que não houve intenção nenhuma por parte dele em causar algum dano a ela.
Este filme mexicano, cuja estória é baseada em livro de José de La Colina, mostra o universo de três jovens pré-adolescentes de classe média, com seus conflitos existenciais e desejos sexuais, que são cada vez mais fortes, como uma pantera, onde elas fazem de tudo para que esse desejo seja realizado.
País: México

Idioma: Espanhol
Keywords:
Young Girl jovem garota
Suicide suicídio
Murderer assassino
Money dinheiro
Shoes sapatos
School escola
Fear medo
Murder assassinato
Based On Book baseado em livro
Nota: 8/10

20 de fevereiro de 2009

A menina do lado (1987)

Director: Alberto Salvá

Reginaldo Farias ... Mauro

Flávia Monteiro ... Alice

Country: Brazil

Language: Portuguese

Tags: Older Man Younger Woman Lolita Young Girl Urination Scene

http://www.imdb.com/title/tt0235578/

Com toda a polêmica que Lolita causou, fazendo surgir depois em vários países diversos filmes sobre o mesmo assunto: O amor entre um homem e uma garota.

Aqui nesse filme brasileiro, Reginaldo Faria interpreta Mauro, um escritor (refêrencia ao personagem de Nabokov?) de uns quarenta anos, casado, com dois filhos, que passa uma temporada numa casa litorânea, sozinho, para escrever um livro, onde na casa ao lado está uma menina de catorze anos chamada Alice (outra refêrencia a mais um livro onde o autor
também se enamorava por pequenas garotas?), interpretada pela linda Flávia Monteiro, passando férias escolares, que então se conhecem e passam a ter um romance entre eles.

Apesar dos primeiros minutos do filme serem extremamente datados, pois são mostrados aparelhos de som com velhas fitas K7, orelhões com as extintas fichas, mas depois o filme se concentra unicamente no relacionamento entre os dois.

Obviamente que não poderia faltar os problemas de diferença de idade, como a menina achar chato a falta de diversão em Mauro, mas nesse filme não há mensão de problemas mentais nos dois, como sugere por exemplo a estória de Lolita, tudo é sereno, sem pessimismo no futuro deles da parte do autor da estória. Na verdade existe a mesma intenção entre A menina do lado e Lolita: Mostrar que pode normalmente haver amor entre uma jovem e um adulto, apesar dos possíveis problemas sociais. Mas a diferença entre essas duas estórias é que em Lolita, há mais atração da parte do homem do que da garota. Já em A menina do lado o amor é mútuo nos dois. Outra diferença também é a rivalidade que há em Lolita, pois há um outro homem que se enamora por Dolores, já aqui a própria menina diz que não gosta dos meninos da idade dela e mesmo que ela quisesse, a única pessoa mais próxima que poderia se enamorar por ela seria um velho amigo deles, Paulo, interpretado por Sérgio Mamberti, mas esse gosta e mantém um caso com um jovem garoto, outro assunto também citado no filme: o de diferença de idade, mas pelo mesmo sexo.

Falando em sexo, há inúmeras cenas picantes no filme que com toda certeza desagradará muitas senhoras de boa índole.

Assim como em Romeu e Julieta, que é citado nesse filme, onde há a diferença de classes, aqui há uma preocupação entre os dois amantes sobre suas diferenças de idade.

Para complementar, no filme há uma belíssima música de Tom Jobim e uma fotografia muito bem feita, assim como atores na medida certa.

Enfim, um romance adorável!

Nota: 10/10

9 de abril de 2006

Parceiros do crime (1994)





Título original: Killing Zoe

Director: Roger Avary

Eric Stoltz ... Zed

Julie Delpy ... Zoe

País: França/ EUA

Idioma: Francês/Inglês

Também Conhecido Como (TCC):

Killing Zoe Argentina (título video) / France / Spain
Crack Brain South Korea
Killing zoe - uccidendo zoe Italy
Laharog et Zoe Israel (Hebrew title)
Matando Zoe Portugal
Parceiros do Crime Brazil (video title)
Zoe do groba Slovenia

Tags:

Paris
Heroin heroína
Female Nudity nudismo feminino
Punched In The Crotch
Stabbed In The Face
Shot In The Back
Spit In The Face
Safecracker
Art Student
Drug Trip
Premarital Sex
AIDS
Hallucination alucinação
Raised Middle Finger
Burnt Body
Explosion explosão
Accidental Killing assassinato acidental
Violence violência
Mercy Killing
Shot In The Shoulder
Bloody Violence
Switchblade
Machine Gun
Shot In The Foot tiro no pé
Sex sexo
Prostitution prostituição
Stabbed In The Leg
Greed
Covered In Blood
Female Frontal Nudity nudismo feminino frontal
Pistol pistola
Murder assassino
Butterfly Knife
Gold ouro
Male Rear Nudity
Siege
Shot To Death
Heist
Drugs drogas
Shot In The Head tiro na cabeça
Vomit vômito
Hidden Gun
Male Rape estupro masculino
Mask máscara
Trumpet
Betrayal
Held At Gunpoint
Tattoo tatuagem
Shot In The Arm tiro no braço
Gash In The Face
American Abroad
Paris France
Topless Woman
Shotgun
Club
Shot In The Chest
Punched In The Face soco no rosto
Dead Cat gato morto
Robbery Gone Awry
France
Burnt Face
Desert Eagle
Shot Through The Mouth
Blood Splatter
Breasts
Opium ópio
Cocaine Snorting
Corpse
Execution execução
Shot In The Stomach tiro no estômago
Slap In The Face
Fall Down Stairs
Gun In Mouth arma na boca
Cult Favorite
Bank Robbery
Childhood Friend amigo de infância
Cigarette Smoking fumando cigarro
Death Of Friend morte de amigo
Independent Film filme independente
Character Name In Title nome de personagem no título

Zed, um americano arrombador de cofres chega na França. Num hotel, recebe a visita de Zoe, uma acompanhante que faz programas para pagar os estudos. Zed começa a gostar dela. Depois recebe a visita de Eric, um velho amigo, que manda Zoe embora. Eric combina com Zed de roubar o banco internacional de Paris, no dia da queda da bastilha, com mascaras de vikings. Durante o assalto descobrem que Zoe está trabalhando no banco. Eric quer mata-la. Zed tenta impedí-lo.

Cotaçao: 3/10.

Meus caros amigos (1975)





Título original: Amici miei

Diretor: Mario Monicelli

Ugo Tognazzi ... Lello Mascetti

Gastone Moschin ... Rambaldo Melandri

Philippe Noiret ... Giorgio Perozzi

País: Italy

Idioma: Italian

Também Conhecido Como (TCC):

Amigos míos Argentina
Ein Irres Klassentreffen West Germany
Entimotatoi filoi mou, Oi Greece
Férfiak póráz nélkül Hungary
Gamla gänget, Det Sweden
Habitación para cuatro Spain
Mes chers amis France
Meus Caros Amigos Brazil
Moi przyjaciele Poland
My Friends(undefined)

Tags:

Friend amigo
Joke
Friendship amizade
Italy Itália
Lesbian lésbica
Italian Comedy comédia italiana
Prank
Female Nudity nudismo feminino
Practical Joke
Lesbianism lesbianismo
Beautiful Woman mulher bonita
Commedia All'italiana

Cinco amigos de meia idade com muitos problemas caseiros, saem para procurar diversões e sair da rotina.

Paulo Reimer “Paulinho”, 10 de junho de 2005.
Nota: 7/10.

Um maluco no golfe (1996)





Título original: Happy Gilmore

Diretor: Dennis Dugan

Adam Sandler ... Happy Gilmore

Christopher McDonald ... Shooter McGavin

País: Estados Unidos

Idioma: Inglês

Tags:

Hockey
Golf
Grandmother's House casa da avó
Tournament tornamento
Golfer golfista
Golf Ball bola de golfe
Golf Course
Golf Club clube de golfe
Fan
Ice Rink
Cult Favorite
Male Female Relationship relação masculino feminino
Insult insulto
Ghost fantasma
Grandmother Grandson Relationship
Mortgage
Product Placement
Fight luta
Foreclosure
Rivalry
Cult Comedy
Ice Skater
Golf Tournament tornamento de golfe
Zamboni
Character Name In Title nome do personagem no título

História simples, piadas sem graça, atores ridículos. Salva apenas Adam Sandler em inicio de carreira. O filme tem orçamento baixo, mas é tipicamente Hollywoodiano, feito todo às pressas.
Cotação: 3/10.

Limite do terror (1988)





Título original: Watchers

Diretor: Jon Hess

Michael Ironside ... Lem Johnson

Christopher Cary ... T.V. Newscaster (as Christopher Carey)

País: Canadá

Idioma: Inglês

Tags:

Dog cachorro
Stray Dog
Genetic Mutation mutilação genética
Triple Child Murder assassinato triplo de criança
Dog's Eye View visto pelos olhos do cachorro
Motel
First Of Series primeiro da série
Boy Hero herói garoto
Triple Teen Murder assassinato triplo de adolescente
Small Town Sheriff xerife de pequena cidade
Dead Children criança morta
Footprint
Exploding Car carro explodindo
Laboratory laboratório
Burning Building
Teenage Boy garoto adolescente
Boyfriend Girlfriend Relationship relação namorado namorada
Boy Dog Relationship relação garoto cachorro
Classroom sala de aula
Showdown
Pick Up
Female Cop polícia feminina
Child Killed By Animal criança morta por animal
Shot In The Chest
Jump Through Window pulo pela janela
Sasquatch
High School
Bicycle Accident acidente de bicicleta
Exploding Building
Scrabble
Rural Life vida rural
Government Agent agente do governo
Child In Peril
Monster monstro
Stabbed In The Throat
Booby Trap
Barn
Spitting Blood
Shot In The Forehead
Molotov Cocktail coquetél molotov
Mother Son Relationship relação mãe filho
Mullet Haircut
Government Coverup
Genetic Engineering
Based On Novel baseado em novela
Based On Book baseado em livro

Este filme “B” quando visto por pessoas acostumadas a superproduções, elas irão acha-lo ruim. Mas como estas pessoas fariam este filme com o orçamento que foi feito? Acho que não sairia melhor. A historia é boa, o clima, o ritmo. Apenas os atores deixam a desejar.
Cotação: 6/10.

Os confederados (1966)





Título original: Alvarez Kelly

Diretor: Edward Dmytryk

William Holden ... Alvarez Kelly

Richard Widmark ... Col. Tom Rossiter

País: EUA

Idioma: Inglês

Tags:

Cattle
Military
Battlefield
American Civil War Guerra Civil Americana
Stampede
Chopped Finger
Character Name In Title Personagem no título

Faroeste baseado em fatos reais. Willian Holden estava em inicio de carreira. A historia é sobre um roubo de 2.500 cabeças de gado, feito pelos confederados, com a orientação de Alvarez Kelly, que foi seqüestrado por eles.
O filme é tradicional com bons atores, fotografia e trilha sonora, mas nada surpreendente. A cena auge é a que os gados têm que atravessar uma ponte cercada por policiais.

Paulo Sérgio Gomes Reimer, 6 de abril de 2006.
Nota: 7/10.